Biometria como serviço é nova tendência

Biometria, que reconhece usuário pelas característica física, ganha aplicações em Nuvem. A autenticação facial é a nova onda

Em um futuro não muito distante, as pessoas não precisarão mais gravar as inúmeras senhas de segurança para fazer transações financeiras, destravar o smartphone, pagar contas com cartão de crédito ou acessar aplicações na Internet. Você será seu próprio password (senha). É a proposta da biometria, tecnologia que reconhece a identidade das pessoas pelas suas características físicas, mecanismo de autenticação forte que começa a ser oferecido como serviço em Cloud Computing (Computação em Nuvem).

A oferta Biometric as a Service (biometria como serviço) está sendo fornecida na modalidade de software para diversos tipos de aplicação de segurança para o mercado financeiro, setor corporativo, área de saúde e para projetos de Internet das Coisas (IoT).

Segundo analistas de mercado a biometria será peça-chave para impulsionar aplicações da IoT. A nova tecnologia será usada, por exemplo, para autenticação das pessoas no uso de dispositivos wearable, acessórios conectados à Web como relógios, pulseiras, óculos etc.

Como funciona a autenticação pela biometria

Usada largamente em investigações criminais e na segurança de aeroportos para escaneamento do corpo das pessoas, a biometria vem há alguns anos tentando ganhar espaço na Tecnologia da Informação (TI). Mas seu maior entrave sempre foi o custo elevado dos leitores ópticos para a identificação de características físicas das pessoas.

O funcionamento da biometria é bastante simples. O leitor biométrico com tecnologia de algoritmos identifica as características físicas da pessoa e compara com imagens criadas previamente e armazenadas em um banco de dados. É como se fosse a leitura do DNA, em que ninguém é igual a ninguém. Por essa razão, os especialistas dizem que a biometria é uma tecnologia eficaz no combate antifraude.

A identificação biométrica pode ser realizada pela impressão digital, reconhecimento da voz, das veias e geometria das mãos, íris, face, pela assinatura, entre outros meios.

No Brasil, a biometria está presente em algumas aplicações, sendo que a mais conhecida é a leitura da impressão digital. Essa técnica é utilizada, por exemplo, pela Justiça Eleitoral para combater fraude na votação durante as eleições.

Os bancos também estão colhendo a impressão digital em caixas eletrônicos para eliminar as senhas, e-tokens (chaveiros eletrônicos) que geram códigos aleatórios, cartões numéricos e outros códigos para coibir golpes durante as transações financeiras.

Biometria chega aos smartphones

O custo era até pouco tempo um impeditivo para a expansão do uso biometria. Entretanto, com a popularização do smartphone, potencial da Cloud Computing, para leitura de dados em tempo real, bem como o furacão da Internet das Coisas, esse mecanismo de autenticação abriu campo para ganho de escala, além de se tonar um recurso de segurança mais acessível.

Indústrias gigantes estão se movendo para que esse negócio deslanche, como é o caso das fabricantes de chips e de dispositivos móveis. Prova disso é que a biometria já está se tornando um recurso dos smartphones, presente em sistemas operacionais como iOS e Android.

Algumas marcas de celulares já trazem sistemas de biometria ativados, usados para destravar o terminal para seus donos com identificação pela impressão digital, em substituição de senhas.

O próximo passo da indústria é levar o sensor biométrico para os tablets, notebooks e outros computadores.

Reconhecimento facial em Nuvem

A segunda onda da segurança por biometria é a disseminação do reconhecimento facial por meio dos dispositivos móveis com câmera 3D. Porém, esse sistema é mais sofisticado e exigirá a checagem da imagem com transmissão dos dados em tempo real por Cloud Computing.

Para popularizar a autenticação de segurança por biometria facial, estão surgindo aplicações em Nuvem que fazem checagem online das imagens. A FIDO Alliance, entidade internacional que padroniza soluções para autenticação segura em Nuvem, está incentivando desenvolvedores e o mercado a expandir as soluções de biometria como serviço.

Fornecedores de serviços antivírus também sinalizam interesse em incluir em seus pacotes de segurança a autenticação biométrica em Nuvem. São movimentos que apontam que as senhas tradicionais estão com os dias contados. As próprias pessoas serão suas senhas.

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