Redes 3G e 4G geram demanda por aplicações em Nuvem

Mundo terá 2,5 bilhões de usuários de smartphones em 2020, sedentos por aplicativos em Nuvem que ajudem a resolver tarefas do seu dia a dia

O mundo terá 5,8 bilhões de assinantes de serviços móveis em 2020, o equivalente a 70% da população do planeta, segundo projeções do relatório The Mobile Economy 2016. Desse total, cerca de 2,5 bilhões serão usuários de smartphones conectados às redes 3G e 4G e vão demandar por aplicações em Cloud Computing (Computação em Nuvem).

Realizado pela Global Services Mobile Association (GSMA), o estudo Mobile Economy 2016 mostra que a mobilidade se mantém com crescimento desenfreado pelos próximos anos, abrindo um mundo de oportunidades. É forte motor que puxa muitas tecnologias emergentes causando grandes transformações nos negócios e cotidiano das pessoas.

O relatório revela que em 2015 a base global de assinantes móveis era de 4,7 bilhões de usuários, com penetração de 63% da população mundial. A previsão até 2020 é de que mais 1 bilhão de pessoas adotem esse serviço.

Do total de assinantes móveis estimado para os próximos quatro anos, 524 milhões estarão na América Latina, sendo que 262 milhões, quase metade, conectados à Internet 3G e 4G, de acordo com a GSMA.
O Brasil vai liderar o uso de smartphones na região. Em 2015, o País tinha 248 milhões de assinantes móveis, número que deverá saltar para 304 milhões em 2020, sendo que 80% usuários de celulares inteligentes conectados à Web.

Escalada da nuvem por 3G e 4G

O levantamento da GSMA prevê que até o final da década as redes 3G e 4G vão realizar 8,9 bilhões de conexões Internet, com crescimento anual de 3,9% sobre o volume de 7,3 bilhões reportado em 2015. Esse número deverá se multiplicar mais ainda quando as redes de banda larga de quinta geração (5G) entrarem no ar, com previsão para início de operação em meados de 2020.

Com seu ritmo de expansão vertiginoso, a mobilidade será a espinha dorsal de muitas tecnologias que estão chegando ao mercado. Atualmente, a mobilidade está acionando a chamada transformação digital, um movimento das companhias para reinvenção dos processos de negócios.

Essa revolução é para construção de uma nova infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) capaz de colocar os negócios na economia digital com ganhos de eficiência operacional e competitividade.

O processo de digitalização dos negócios passa não só por mobilidade, mas também pelas outras tecnologias convergentes que são mobilidade, Cloud Computing, Social Media (Mídia Social), Big Data (que utiliza ferramentas analíticas para tratamento inteligente de dados) e Internet das Coisas (IoT).
Integrada com as tecnologias emergentes, a mobilidade está conectando máquinas, sensores, carros e pessoas por meio de dispositivos Wearable (dispositivos vestíveis como óculos, pulseira e relógios inteligentes).

Todo esse movimento abre campo para o desenvolvimento de um mundo de aplicações em Cloud Computing para alimentar a grande malha de dispositivos conectados às atuais redes 3G e 4G.

Uma pesquisa da Conecta, ligada ao Ibope Inteligência, realizada no ano passado no Brasil revelou o quanto essas redes de banda larga demandam por aplicativos em Nuvem. Segundo o estudo, em média, os internautas brasileiros possuem 15 aplicativos instalados em seu smartphone.

Entre esses Apps estão os de mensagem instantânea, mídias sociais, vídeos, jogos, mapas para localização no trânsito, videoconferência, mobile banking e música. Metade dos entrevistados revelou que usam diariamente ao menos cinco desses aplicativos acessados em Nuvem.

Além disso, empresas de diversos setores da economia como varejo, educação, saúde, governo, finanças e transporte estão investindo pesadamente em aplicativos móveis para se conectar com usuários de smartphones.

Assim, quanto mais dispositivos, coisas e pessoas conectados às redes 3G e 4G, mais soluções o mercado terá de desenvolver para armazenar, desenvolver e entregar serviços em tempo. Tudo isso estará em Nuvem para acesso 24 horas.

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