Do Mainframe à Cloud Computing

Confira aqui uma breve história da evolução da computação de TI do mainframe à Cloud Computing

A trilha das empresas para entrar na Era Digital passa pela chamada Terceira Plataforma. Trata-se da mais moderna infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) projetada para suportar as operações dos negócios do mundo online, depois de outras duas grandes ondas de arquiteturas computacionais. Para que você entenda a evolução das plataformas de TI, traçamos uma breve história do Mainframe à Cloud Computing (Computação em Nuvem).

Toda a revolução tecnológica que acontecendo liderada pelos consumidores conectados por dispositivos móveis, leva as companhias a se reinventarem. No centro das estratégias de revisão das operações, está a tão falada transformação digital dos negócios. É a iniciativa que automatiza processos, cria serviços em tempo real, tenta tornar dados em moeda valiosa para inovação, aprimora a experiência ao cliente e reduz custos.

São mudanças que obrigam as companhias a investir em revitalização de seus sistemas corporativos de TI. Para acompanhar as demandas dos negócios, as empresas precisam de uma infraestrutura moderna e pronta para conectar-se com tecnologias emergentes como mobilidade, social media (mídia social) Big Data (ferramentas para tratamento de dados com inteligência), Cloud Computing e Internet das Coisas (IoT).

Esse cenário abriu as portas para a Terceira Plataforma, um ambiente de TI moderno e mais flexível para a transformação digital dos negócios. Essa nova infraestrutura é sucessora de duas grandes ondas de computação corporativa.

A primeira foi a dominada pelo <em<Mainframe (computadores de grande porte) fabricado para suportar o processamento pesado de dados das organizações. Essas máquinas chegaram ao mercado na década de 60 e ainda mantém-se vivas e com vigor em muitas companhias, mesmo com as aplicações em Nuvem.

Da Era Mainframe à Cloud Computing

Os primeiros computadores Mainframe chegaram ao mercado em 1964, lançados pela IBM. Em abril de 2017, a tecnologia completa 53 anos. Quando foram lançados, esses supercomputadores pareciam armários e ocupavam salas inteiras. Eles eram o coração dos antigos CPDs (Centros de Processamento de Dados), que hoje deram lugar aos sofisticados Data Centers.

Por quase 40 anos o Mainframe dominou grandes companhias como bancos, universidades e institutos de pesquisas. As máquinas de grande porte faziam parte da computação centralizada operada por especialistas com conhecimento de linguagem como Cobol.

No início dos anos 90, começou a ganhar força o ambiente distribuído com a chegada de servidores dedicados. Menores o Mainframe, os novos equipamentos, chamados de arquitetura baixa vieram para democratizar o uso da informática nas companhias.

Começou a migração do mainframe para o servidor, chamada de downsizing, conceito que enxugou os departamentos de TI. Houve a substituição das máquinas grandes, chamadas de arquitetura alta, pelas novas plataformas, que assumiram o processamento das aplicações departamentais.

Nem todas as corporações trocaram o Mainframe pelos servidores. Muitos bancos e outras companhias operam com essas máquinas até hoje e não abrem mão dessa tecnologia. São esses computadores, que processam as contas correntes, por exemplo. Os que decidiram manter essas máquinas ligadas aprenderam a atuar com a computação alta e baixa.

Depois veio a segunda fase da computação, marcada pela presença de PCs, que se disseminaram pelas empresas em ambiente distribuído com a arquitetura cliente/servidor. Logo depois surgiram os dispositivos móveis, os tablets e mais recentemente uma geração de aparelhos sem fio com grande poder computacional.

Agora, estamos na era da Terceira Plataforma com características bem diferentes das duas arquiteturas antecessoras. Nesta fase, as empresas têm a opção de manter seus servidores operando fora do ambiente interno, hospedados em Cloud Computing. As máquinas virtuais em Nuvem são mais flexíveis, permitem a contratação de acordo com a demanda dos negócios e pagamento por uso.

As facilidades da Nuvem não significam a morte do Mainframe, um ativo de TI que ainda é a espinha dorsal de grandes companhias. Imagina-se que essa arquitetura continuará dividindo espaço no processamento dos sistemas mais pesados de negócios com servidores dedicados e os em Cloud.

Não se sabe até quando essa tecnologia terá longevidade no mercado. Mas uma coisa é certa: quem nunca teve Mainframe não deverá investir nessa arquitetura, preferindo as plataformas computacionais mais modernas, sejam os servidores convencionais ou os em Nuvem.

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