Saúde usa Cloud Computing para tratar pacientes

Medicina está se apoiando em Cloud Computing para ter diagnósticos com mais precisão e cuidar da saúde de pacientes

A medicina diagnóstica ganhou um novo integrante para ajudar médicos a salvar vidas e tratar com mais eficiência pacientes com doenças graves como câncer, Alzheimer e Mal de Parkinson. São os supercomputadores equipados com inteligência artificial e soluções de saúde em Cloud Computing (Computação em Nuvem) com capacidade para processar bilhões de dados em tempo real e dar respostas de exames em questão de segundos.

Pesquisadores, indústrias farmacêuticas, médicos e fundações de todo o mundo investem anualmente bilhões de dólares em busca de tratamento das enfermidades. A medicina vem registrando muito progresso, mas a comunidade científica ainda trabalha com bases de dados isoladas.

Um esforço para unificar as informações da saúde é a criação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) online, um projeto que ainda engatinha no Brasil. Para melhorar esse cenário, muitas instituições estão implementando projetos de eHealth. Trata-se de uma iniciativa para digitalização na área de saúde, com a eliminação do papel e adoção de soluções de Tecnologia da Informação (TI) para aprimorar processos administrativos e ajudar equipes médicas nos tratamentos dos pacientes.

A ideia é equipar as instituições para uma gestão mais eficiente dos registros médicos, prescrições, diagnósticos e comunicação entre as organizações do setor.

Cuidados de saúde com Cloud Computing

Como o setor de saúde gera muitos dados, a comunidade científica está aderindo às soluções em Cloud Computing Big Data (ferramenta para tratamento de dados com inteligência) e Internet das Coisas (IoT). O objetivo é coletar informações em tempo real e analisar mais rapidamente exames de análises clínicas para diagnósticos com maior precisão.

Um exemplo disso é o projeto anunciado em março deste ano pela American Heart Association (AHA), associação dos Estados Unidos responsável pelas diretrizes da comunidade científica para atendimento de emergência dos pacientes com doenças cardíacas. A entidade criou uma plataforma de colaboração em Nuvem com informações cardiovasculares e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O serviço online pode ser acessado por pesquisadores, médicos, biólogos computacionais, engenheiros de computação e profissionais da área de todo o mundo. Com a iniciativa, a AHA espera acelerar o tratamento e cuidados de pacientes vítimas de uma das doenças que mais ameaça à saúde no planeta.

Outra entidade que está trilhando caminho parecido com o da AHA é a Fundação Michael J. Fox, criada pelo ator Michael Andrew Fox, o astro da trilogia De Volta para o Futuro. Em 1998, ele revelou que sofria de Parkinson e abraçou a causa em busca da cura dessa doença.

Atualmente, a Fundação Michael J. Fox está trabalhando na coleta de dados em de pacientes com mal de Parkinson. Esse trabalho é feito por meio de relógios inteligentes. O dispositivo Wearable de saúde baseado em Internet das Coisas carrega informações dos portadores da doença pela Cloud Computing.

Outras entidades, hospitais e médicos ao redor do mundo estão se apoiando em Nuvem para capturar dados e cruzar com informações dos pacientes na expectativa de chegar a diagnósticos com mais velocidade e eficiência.

Na luta para salvar vidas, médicos agora estão trabalhando com robôs, supercomputadores inteligentes e outras máquinas conectadas à Internet. É a ciência em busca por respostas de doenças que são incuráveis, mas que no futuro podem encontrar o tratamento certo para melhorar a saúde da humanidade.

Gostou do artigo? Comente!


Comente o que achou