Cloud Computing leva diversão para fãs de games online

Mercado de games online se tornou um negócio de gente grande e em franca expansão, impulsionado pela Nuvem e mobilidade

Os games (jogos eletrônicos) atraem cada vez mais adeptos em todo o mundo. Com a evolução tecnológica, essa diversão se tornou um negócio de gente grande e deverá fechar 2016 com um faturamento de US$ 99,6 bilhões, 8,5% mais que os US$ 91,8 bilhões movimentados em 2015, segundo projeções da Newzoo.

Dois fatores estão ajudando na expansão da indústria criativa de games. Um deles é a popularização dos smartphones conectados à Web praticamente o tempo todo para divertir os fãs com jogos online. O outro é Cloud Computing (Computação em Nuvem), que possibilita que os desenvolvedores projetem jogos mais rapidamente em Plataformas como Serviço (PaaS).

Além de acelerar a produção, a Nuvem reduz custos com armazenamento e distribuição dos aplicativos que podem ser acessados em tempo real pelos consumidores por múltiplas plataformas.

Atualmente, os games são utilizados não apenas para diversão, mas também por áreas como educação, publicidade e mercado corporativo. Algumas empresas estão utilizando essa ferramenta para treinamento, colocando em prática o conceito de gamificação, que é o uso da dinâmica de jogos no engajamento de pessoas para resolver problemas e melhorar o aprendizado.

Negócios com games

Pelas projeções da Newzoo, o mercado global de games digitais deverá movimentar US$ 118,6 bilhões até 2019, com taxa anual de crescimento de 6,6%. Desse total, US$ 52,5 bilhões serão gerados pelos aplicativos para smartphones.
A plataforma móvel será a preferida dos aficionados daqui a três anos, chegando a representar 34% da receita total do mercado. Os games para smartphone vão passar os consoles de videogame, os líderes atuais do setor. Também vão superar em 2019 os aplicativos para PC e TV, segundo projeções da Newzoo.

De acordo com a Newzoo, existem cerca de 20 bilhões de aficionados por games ao redor do mundo. O maior mercado, tanto em termos de entusiastas quanto em receita, é a China, seguida dos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Alemanha.

O Brasil aparece em 12º no ranking entre os 20 países que mais estão gerando negócios com a venda de games, com faturamento previsto para 2016 de US$ 1,2 milhão. Segundo o relatório, o Brasil tem um total de 136,4 mil jogadores online.

Hoje, o setor é uma indústria criativa e que demanda tecnologias altamente sofisticadas. Agora os smartphones e a Cloud Computing abrem novas possibilidades para incrementar os negócios dos desenvolvedores de games e todo o ecossistema.

Para incentivar o desenvolvimento de jogos digitais no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) juntamente com o Grupo de Estudos e Desenvolvimento da Indústria de Games (GDIGames) e Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP (NPGT/USP) traçaram em 2014 uma radiografia sobre esse mercado.

O levantamento chamado “Mapeamento da Indústria Brasileira e Global de Jogos Digitais” apresenta a dinâmica desse mercado e oportunidades de negócios para o desenvolvimento local desses aplicativos. O governo federal tem tentado estimular esse mercado no Brasil. Em 2012, os jogos eletrônicos passaram a ser vistos como obras culturais com incentivos repassados pela Lei Rouanet.

Tendências para o mercado

O relatório do BNDES apontou tendências e destaca três negócios com potencial de crescimento no mercado global e que podem ser explorados pelos desenvolvedores no Brasil. São o Cloud Gaming, Download Digital de jogos e os Jogos em SmartTVs que podem ser ofertados por meio de canais digitais ou da Internet.

Os três dispensam uso de mídias físicas, uma vez que os jogos ficam armazenados em servidor na Nuvem. Os jogos podem ser baixados e acessados por qualquer dispositivo conectado à Web.

No caso do Cloud Gaming, conhecido como Game as a Service (GaaS) ou Video-Streamed Games-on-Demand (VSGoD)
, os jogos são produzidos e gerenciados em Nuvem. Essas soluções permitem aos desenvolvedores reduzir custos com uso da infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI), com redução de custos e ganhos de escalabilidade.

Os serviços em Nuvem possibilitam também a entrega de soluções para Massively Multiplayer Online (MMOGs), que conectam um grande número de jogadores para partidas em tempo real. Eles podem estar em qualquer lugar do mundo, com campeonatos em larga escala.

Gostou do artigo? Comente!


Comente o que achou